quarta-feira, 1 de julho de 2015

Crise

(Perigo ... Oportunidade)

É uma crise chinesa...
Não um tecido fino de lã branca
No qual eu poderia ver
E vejo meus vestígios
Outrora estranhos
Agora ridículos
Não me sinto instalada neste lugar
Vivo na estação
À espera
Mas quero dormir em casa antes da morte
Todo este sono atrasado me cansa
Não quero que minhas decisões regulem o universo
O meu ou o dos outros
Não quero ser curada da ânsia por um mundo novo
A cada instante
Infindas metamorfoses se acumulam em mim
Sou vacilante e incoerente
Sou revolução
Outra mesma "coisa" sempre
Entretanto
Sofro o deixar de ser...
Todas as decisões
Em mim
São (ir)refletidas
Oscilo nas minhas e nas turbulências alheias...
Mas, só aprecio aquelas a la Vincent...
Não me mantenho sob vigilância
Respiro esse perfume embriagante da mudança
Ou o tédio me doma e elimina
Nos meus acessos
Também sou capaz de cortar, descepar, a carne
Eles não me submergem
No entanto, arrastam-me ocidente adentro
O mundo insipidamente regulado me repugna
E não temo os indícios de...
Ou uma reviravolta certa
Sobrevivo às minhas próprias e novas ruínas
Não procuro entender com exatidão
Não me preocupo se errei de novo
Há sempre mais e mais...

Um comentário: