sábado, 14 de novembro de 2015

Depois do Azul

(Autoria da imagem não identificada - Vista em: www.google.com/image)

Exauriram-se as minhas energias
E veio a crudelíssima realidade
Precipitou-se sobre mim um céu cinza
O choque me perdeu
Dei-me a tolices
Desesperei do amanhã
Desesperei do que pode ou não ser corrigido
Afundei-me em erros
Fiz-me mínima
Desfiz-me sem saber
Desfiz meu gosto daquele beijo
Daquela despedida
Calou-se silencioso em mim o seu toque
Ausentou-se dolorosamente o seu corpo
Desenhou-se em minha mente sua imagem infinda
Diluída... (Quase) Apagada...
As coisas vividas
E as não vividas ficaram tatuadas
Todos os detalhes
Cada leve e sutil movimento
Em minha mente 
Perturbada
Pelo desejo do teu corpo 
A gritar no meu
Uma comunhão que não foi real
Almas que não se tocaram
Mas que não se desprendem
Amparo que não virá
Não toquei nos seus lábios 
Que não podem mais sorrir para mim
E verti lágrimas 
Que não sairão mais dos meus olhos
À (des)ventura abandonou-me
Triste estive pelo caminho até agora
Tudo para que não precisasse chorar
Tudo para que não tivesse que se lamentar
Tudo para que fosse
Como a Lídia de Fernando

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