domingo, 15 de novembro de 2015

Linhas Férreas

 
(Autoria da imagem não identificada - Visto em: www.google.com/image)

O que impele a dissimular 
Esse sentido dentro
E a renunciar
Ao que não é renunciável
O que custaria os próprios eus?
A verdade é que somos
Contados, separados e embalados
Para o destino que nos (a)guarda
Por palavras ditas e não ditas
Por execuções
Regidas pela lógica ou pela fantasia
Independente de todas as dores que virão
Ninguém oculta o que é
Não existem forças capazes de impedir
O que é para ser se dá
O que é para ser acontece
Ainda que se mova
Ainda que tarde
Ainda que se cubra ante a face do que não é
Ainda que se esfacele o mapa do caminho
O ser perdura
Sobrevive ao enterro da semente
Suas transições
E se faz fruto
Doce ou amargo
Para tornar a ser o que sempre foi
O que sempre será
E permanece sendo
O ser, negado, torna-se obvio
Ser desespera
Angustia até a morte
Mas, apenas ser faz sentido
O ser supera as fraquezas
Possibilita vida
E morte
Experimentado o ser
Não haverá mais silêncio
Tudo será luz
Nesta infinita escuridão

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