sábado, 28 de maio de 2016

Obra da Solidão

(Fotografia de Maragaret Durow - Visto em: www.lounge.obviousmag.org)

Tenho me esquecido de como narrar
Obra da solidão
Minha (quase) única regra
Sou testemunha execrável
De datas e fisionomias
Porém ideal
Do vestido azul ao vento
Do lenço tremulando naquela mão
Das multicores do negro que passa
Do vermelho de olhos emocionados
Da melodia do 'assovio'
E do choque entre sorrisos calados
Entre olhares desviantes
Das lembranças
E provocações
Das emoções inofensivas
Que afetam 
Dos agoras e dos amanhãs
Amortecidos ou endiabrados
Das emoções causadas e sentidas
Faladas e silenciadas
Mantenho-me 
Desde então
Na superfície delas
Flutuo no sen(ti)r
Por que?
Há um (quase) nada em mim

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