domingo, 8 de janeiro de 2017

Nó Górdio

Imagem relacionada
(Autoria da imagem não identificada)

 Foram todos esses tumultos do teu caos
Que me acalmaram
Que acenderam e apagaram meus sorrisos
Que me puseram em constante estado de tensão
(Des)Esperou(-me)
Tanto com tua ausência
Quanto com tua presença

Como paralelas
Que já se cruzaram
A distância 
Paulatina e necessária
Do nosso entre é agora perfeita
Não nos é possível a felicidade
Que se nos acenou
Aquele aceno fora um olá e já um adeus...

Mas... Sou a ponta de uma linha
Presa as cadeias do nó que formamos
Esta tua linha emaranhada na minha
Prende-me mesmo quando parece me deixar solta
Não é por vontade própria
Não te quero mais
Não acredito mais nesse nó(s)

Porém... Há algo de seu aqui
Que me devora
Consome e mantem
Que se arrasta em mim
Perfeita, sutil e brutalmente
Um presença que é só ausência
Que me deixa sempre noutro lugar
Que não eu...

Não segue comigo
Mas segue em mim
Não me entristece mais
E também não me alegra
Tua ausência já não me exaspera
Tua presença... Ainda... Sim...
Preferiria não tê-la

Porque há outros e mais amores por aqui
Que me valem algumas belas alegrias
Mas o teu... O teu foi... É lindo.
Pena que tenhamos feito
De nós mesmas 
Duas curvas perigosas

Curvas nas quais entrelaçamos nossos pontos
E assim... Sem mais... Nem menos
Tudo virou um nó
Com pontas soltas

Eu... Um nó górdio...


Para o qual
Só Alexandre 
O Grande
Daria um fim

Nenhum comentário:

Postar um comentário